São Paulo, a maior capital da América latina é repleta de pessoas que caminham com passos rápidos, praticamente esbarrando umas nas outras e seguindo um caminho de stress para o trabalho, escola, faculdade ou para onde quer que seja. Porém na Rua da Consolação, uma das maiores avenidas da cidade, mais precisamente em um túnel de travessia subterrânea na altura da Avenida Paulista, essa grande tensão pode ser quebrada, nem que seja por apenas alguns instantes, pois é nessa travessia que se encontra a associação de livreiros da passagem da Consolação, a “Via Libris”, um espaço totalmente dedicado á cultura, que preenche todo o espaço do túnel com livros novos e usados para serem vendidos, exposições de arte e uma boa música que sempre está tocando para tornar o ambiente um lugar ainda mais agradável.
A associação Via Libris, nome derivado do Latim “caminho dos livros” é um projeto muito inusitado que foi fundado há três anos através da união entre Silas Rocha e Odete Machado, dois ex- vendedores ambulantes de livros, que através deste projeto buscaram uma parceria com a subprefeitura da Sé para atuarem neste espaço de maneira legal.
Dessa forma, estabeleceu-se um acordo com a prefeitura dizendo que eles poderiam usufruir do túnel para instalar a livraria desde que ficassem plenamente responsáveis pela limpeza e manutenção do local, o que sem duvida foi um ótimo negócio, pois um local que era sujo, pichado, fedido e perigoso, hoje passou a ser completamente limpo, bem freqüentado, seguro e principalmente interessante, pois é possível ter acesso a diversos livros ou simplesmente admirar as obras expostas nas paredes.
Hoje a equipe já conta com 7 pessoas que se revezam no estabelecimento para cumprir a carga horária que não é nada fácil, uma vez que pelo fato de funcionarem em uma passagem pública e terem suas instalações fixas, sempre que as portas do túnel estiverem abertas a livraria deve estar funcionando, o que se resume a praticamente todos os dias do ano das 7 da manhã ás 10 da noite de segunda á sexta e das 10 da manha ás 10 da noite aos sábados e domingos, fechando as portas apenas no dia da parada gay e na véspera do ano novo em função da festa que acontece na avenida.
Segundo Odete, que além de sócia também é a presidente da associação, a vida de livreiro de rua é muito mais rentável, pois em avenidas como a Augusta, por exemplo, o movimento é muito maior e conseqüentemente as vendas também, porem é uma vida muito instável e perigosa, pois muitos livros procedem de cargas roubadas e tem muita fiscalização da polícia que por muitas vezes acaba confiscando toda a mercadoria. E foi justamente essa a razão que a incentivou primeiramente a largar a vida de fisioterapeuta, e posteriormente a trocar o dinheiro mais fácil das ruas pela segurança e pela legalidade.
Além da venda de livros novos e usados, a livraria subterrânea atua como um espaço cultural totalmente democrático e gratuíto, que faz desde restauração em livros, abre espaço para artistas ainda não consagrados colocarem suas obras á exposição das pessoas e faz eventos e saraus e shows pelo menos uma vez por mês.
Um fato também muito importante e curioso a respeito da Via Libris, é que além de toda sua funcionalidade e cuidado com o local de instalação, acabam agindo também como um projeto social que leva a leitura e a cultura até pessoas que normalmente não podem ter acesso, uma vez que pelo fato do preço dos livros variar de um real até 130 reais, sua clientela varia de membros da alta sociedade da região até funcionários da obra do metrô, que fica bem ao lado do túnel ou até mesmo moradores de rua, que através da política de confiança estabelecida pela livraria, ninguém fica sem livro pelo fato de não ter dinheiro, pois como afirma Odete, é para isso que serve sua caderneta, para que assim que puderem essas pessoas voltem para pagar o que devem. E isso vem funcionando bastante, pois independente do nível econômico do cliente, eles sempre voltam para acertar a dívida.
De longe nota-se que não é uma vida nem um negócio de muitas riquezas materiais e nem financeiras, mas Odete não pensa duas vezes antes de dizer que é completamente satisfeita com seu trabalho, e que apesar de ser um trabalho muito sério que consome muito tempo e energia de toda a equipe, tudo se compensa no momento em que se vê a cultura sendo difundida e seguindo caminho com as pessoas que atravessam o túnel e saem com livros na mão. Para eles, nenhuma fortuna se iguala a cultura que por sua vez pode ser transmitida em qualquer lugar e para qualquer pessoa.
A associação Via Libris, nome derivado do Latim “caminho dos livros” é um projeto muito inusitado que foi fundado há três anos através da união entre Silas Rocha e Odete Machado, dois ex- vendedores ambulantes de livros, que através deste projeto buscaram uma parceria com a subprefeitura da Sé para atuarem neste espaço de maneira legal.
Dessa forma, estabeleceu-se um acordo com a prefeitura dizendo que eles poderiam usufruir do túnel para instalar a livraria desde que ficassem plenamente responsáveis pela limpeza e manutenção do local, o que sem duvida foi um ótimo negócio, pois um local que era sujo, pichado, fedido e perigoso, hoje passou a ser completamente limpo, bem freqüentado, seguro e principalmente interessante, pois é possível ter acesso a diversos livros ou simplesmente admirar as obras expostas nas paredes.
Hoje a equipe já conta com 7 pessoas que se revezam no estabelecimento para cumprir a carga horária que não é nada fácil, uma vez que pelo fato de funcionarem em uma passagem pública e terem suas instalações fixas, sempre que as portas do túnel estiverem abertas a livraria deve estar funcionando, o que se resume a praticamente todos os dias do ano das 7 da manhã ás 10 da noite de segunda á sexta e das 10 da manha ás 10 da noite aos sábados e domingos, fechando as portas apenas no dia da parada gay e na véspera do ano novo em função da festa que acontece na avenida.
Segundo Odete, que além de sócia também é a presidente da associação, a vida de livreiro de rua é muito mais rentável, pois em avenidas como a Augusta, por exemplo, o movimento é muito maior e conseqüentemente as vendas também, porem é uma vida muito instável e perigosa, pois muitos livros procedem de cargas roubadas e tem muita fiscalização da polícia que por muitas vezes acaba confiscando toda a mercadoria. E foi justamente essa a razão que a incentivou primeiramente a largar a vida de fisioterapeuta, e posteriormente a trocar o dinheiro mais fácil das ruas pela segurança e pela legalidade.
Além da venda de livros novos e usados, a livraria subterrânea atua como um espaço cultural totalmente democrático e gratuíto, que faz desde restauração em livros, abre espaço para artistas ainda não consagrados colocarem suas obras á exposição das pessoas e faz eventos e saraus e shows pelo menos uma vez por mês.
Um fato também muito importante e curioso a respeito da Via Libris, é que além de toda sua funcionalidade e cuidado com o local de instalação, acabam agindo também como um projeto social que leva a leitura e a cultura até pessoas que normalmente não podem ter acesso, uma vez que pelo fato do preço dos livros variar de um real até 130 reais, sua clientela varia de membros da alta sociedade da região até funcionários da obra do metrô, que fica bem ao lado do túnel ou até mesmo moradores de rua, que através da política de confiança estabelecida pela livraria, ninguém fica sem livro pelo fato de não ter dinheiro, pois como afirma Odete, é para isso que serve sua caderneta, para que assim que puderem essas pessoas voltem para pagar o que devem. E isso vem funcionando bastante, pois independente do nível econômico do cliente, eles sempre voltam para acertar a dívida.
De longe nota-se que não é uma vida nem um negócio de muitas riquezas materiais e nem financeiras, mas Odete não pensa duas vezes antes de dizer que é completamente satisfeita com seu trabalho, e que apesar de ser um trabalho muito sério que consome muito tempo e energia de toda a equipe, tudo se compensa no momento em que se vê a cultura sendo difundida e seguindo caminho com as pessoas que atravessam o túnel e saem com livros na mão. Para eles, nenhuma fortuna se iguala a cultura que por sua vez pode ser transmitida em qualquer lugar e para qualquer pessoa.
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